Ser........



simplesmente
como p4receres Feliz Noutras dimensões paralel4s V4gueando N4s vidas que fluem plan4s Insensíveis Sem sequel4s Ou manzel4s Pensas palavras elegantes e tol4s Como cal que cobrir4 teu corpo Nu Pálido como a esperança de re4nasceres Em outro lugar Julgas-te imortal mas afin4l Tudo Acaba
.......... Nem bem nem m4l. Porquê tanto sofrimento Se estás e estarás morto Ainda assim Escreves um molho De palavr4s Vãs, Gastas, Sem sentido, Na esperança De ser lido Em horas vag4s, Buscas o desconhecido Sondas o insondável Calculas o incalculável Simplesmente Porque és assim ..............Humano ...........E feliz

Karim o barbeiro de Kulun 2

Os primeiros dias primaveris espreguiçavam-se por entre os altos picos e os sinuosos trilhos pintados em vários tons de verde que Jo desejava não mais acabassem . Passou por centenas de aldeias sossegadas , nas montanhas de Kunlun , as portas de madeiras grossas e velhas das casas , abertas de par em par , davam noção de segurança e tranquilidade a quem passava. Homens mais e menos novos , agachavam-se ao longo dos caminhos , em longas discussões muito gesticuladas ,“bom dia e boa viagem amigo, Deus te acompanhe”……. Diziam-lhe ,continuando as calorosas conversas. Nos campos e florestas , mulheres de todas as idades realizavam trabalhos pesados mas sem pressas, carregavam às costas feixes e filhos bebes , enxugavam as testas do suor com as costas da mão. Junto a uma ribeira cintilante como cristal , perto da aldeia de Atush na província de Xinjiang , região de Kizilu Kirghiz ,enquanto tomava um merecido banho , foi surpreendido por um grupo de mulheres jovens , usavam o local para lavar roupa, ouviu risos e olhares furtivos enquanto se vestia rapidamente. Sem falsos melindres e faces descobertas , uma vez que os homens estavam fora de vista , foi convidado a partilhar o pão espalmado , tradicional e muito saboroso , do seu almoço. Mais uma vez teve de contar quem era, que o apelidavam de Jo , tinha partido há muito de um local bem diverso deste, passado por regiões estranhas e mágicas, viu curiosidade em grandes olhos escuros, lagos sem fim como nunca tinha visto, chegavam tão fundo na sua alma que sentiu um arrepio e vontade de fugir para ainda mais longe. Tinha cabelo negro , comprido e ondulado voando com o vento e o pescoço longo assentava num corpo ágil e harmonioso que se pressentia sob o vestido quase transparente. Chamava-se Zahas significava o mundo , que queria conhecer,era professora. Perguntou-lhe , com um largo sorriso se o podia acompanhar (o acompanhar saboreou-o ele mais como fuga) Sentiu-se tentado , mas com bons modos e um manear lento de cabeça , rejeitou a companhia. Não só empreendia uma peregrinação solitária , mas também uma espécie de castigo ou penitência pelo que tencionava continuar sozinho. Ela pediu-lhe então para ficar uns dias e conhecer a família o noivo Karim (o nobre), barbeiro de profissão e a sua linda aldeia. Não havia dúvida que a aldeia era linda, já com mais características das aldeias chinesas que kirzigues que me tinha vindo a habituar , ate então. Teve oportunidade , durante o tempo que passou naquele lugar encantado de conhecer as gentes da aldeia, simpáticas e atenciosas e Karim, homem curioso que ambicionava conhecer tudo, viajar e escrever mas que jamais sairia daquele lugar, constituiria família com Zahas, provavelmente secariam os sonhos , tal como poças de água ao sol de verão mas seriam felizes, esqueceriam eles , que ele alguma vez tivesse passado por lá ? Todos os dias Karim corria de casa para o trabalho e de volta a casa, mirava as estrelas e as mudanças de estações , dizia-lhe que gostava de sentir o vento falar-lhe aos ouvidos e acariciar o rosto ao correr, pensava melhor quando corria dizia-lhe ele, talvez ainda viesse a escrever esses mesmos pensamentos. Era um indivíduo estranho e nervoso , se bem que o compreendesse melhor ele , que os vizinhos ,a noiva ou mesmo ele a si próprio. Ultimamente tinha-se dedicado a dançar, tentava aprender a relacionar harmonia física, musica e alma. A mãe de Zahas tinha acabado a viagem , ainda nova e o seu pai também tinha chegado ao fim á pouco, sendo ainda grande a dor da separação, restavam-lhe um irmão corpulento Musthafa, despojado e sonhador e uma irmã Nuria insegura e desligada. Os serões e jantares soavam alegres e bem-dispostos, misturados com álcool de arroz, Karim quando bebia ficava eufórico e conviviam todos numa concofonia agradável até tarde. A chuva que caía deixou-o pegado ao alpendre de madeira da casa , estava quase dormindo quando um beijo de Zahas o despertou. Sabia que tinha de se despedir até sempre e quando se pôs ao caminho já não mais olhou para trás, não fosse arrepender-se. Só de longe, de uma montanha próxima viu a aldeia na distância. Pensou mais uma vez que gostaria de ver o filho de Zahas e Karim o barbeiro ,mas não voltaria ali mais . Queria chegar antes do inverno a Tanshan,porque seria difícil passar os rios com grande caudal nessa altura do ano,. Ao longe , do alto das montanhas ainda avistava a planície de Tarim ,longínqua como os tempos e as vidas passadas. Acontecia com ele algo de estranho , conhecia já a criança que iria nascer dessa união, sabia-lhe o nome e tudo sobre ele, não quis pensar mais nisso . Cada dia que passava , tudo em seu redor se ia transformando lentamente . A própria natureza, os sons das árvores o cantar dos pássaros e o vento lhe segredavam, o embalavam e impeliam nalguma direcção. por qualquer razão desconhecida. Jorge Santos (continua)

Takelamagan Shamo 1



" --Desde as antigas cidades de Taskent,Kashgar e Samarkand pelo Tajakistão e ate ao deserto de Taklamakan transportaram-me os movimentos ritmados dos camelos, como berços de bossas, enquanto os sons gluturais ,quer dos homens como dos animais ,me embalaram lentos como navios ,pelas noites caladas ,parando apenas quando o sol martelava implacável a bigorna do deserto."
mãos abertas , em concha , agradeceu , inclinando a cabeça e continuou dizendo: --"Jo, sou eu baptizaram-me assim nem eu sei porquê, talvez por serem as primeiras letras do nome de meu pai , era um homem pequeno simpático e afável que gostava de charadas,sorrisos e jogos de palavras, pelo que ficou o gosto de escrever , viajar e pouco mais, talvez a teimosia, nisso somos parecidos... penso que sim" "--Vivi no campo , num sitio completamente diferente deste , dificilmente conseguem imaginar a pequena casa e a escola que ficava longe, mais de sete quilómetros mas a ida e vinda a pé era um acontecimento diário e que ansiava quando em aulas.
As estradas eram pouco frequentadas , quase só por mulas e burros que vinham vender hortaliças e fruta á praça , pelo que as carroças serviam muitas vezes de transporte, sabia bem o ram ram da pequena odisseia escola casa ou vice-versa, alguma conversa a meio caminho com o condutor ou o cantoneiro que se esforçava mas pouco , por manter as bermas limpas de ervas,foram tempos bons que me fizeram sonhar”

Falava a custo , com gestos largos e as palavras que sabia ,olhando as estrelas de uma noite sem lua e o rosto dos seus anfitriões, envelhecidos pelos anos e pelo sol,estes , seguiam a narrativa por não terem nada que fazer , alem de avivar as chamas da pequena fogueira , feita com os poucos arbustos que teimavam em viver na desolação,o chá quente,forte e muito doce servido nos pequenos copos de vidro grosso , aumentava a sensação de bem estar sonolento que sentia.
Aberta ao lado a pequena tenda amante e confidente de muitas viagens convidava ao descanso. "Iyi Geceler" despediram-se com boa noite ,eram Turcos com mercadorias para trocar noutras cidades,talvez Turfan,no Gobi ou Xi´An ou mais a sul , em lhasa no Tibet. Há muito tempo que tinha abandonado os lugares onde nascera , percorrendo toda a Europa, indo até ao Bósforo em Istambul e depois mais além , deixando para trás as montanhas de Elburz e do Pamir,tudo o que o ligava aos costumes do seu país , ele era agora um deles,dos nómadas perdidos em oceanos de dunas .
No fundo do albornoz , reclamando luz , encontrava-se um livro manuscrito , indecifrável e um mapa que lhe havia sido oferecido por um velho.
Não compreendia aquela escrita enigmática , mas estava no rota certa a caminho de Lhasa como prometera ao ancião.
também como prometera teria de fazer o caminho indicado no velho mapa , o dos nómadas e das rotas da seda , os caminhos ancestrais dos seus antepassados.
Segundo ele só assim teria acesso aos ensinamentos ou verdades presentes nos manuscritos quando decifrados.
Ao acordar , na madrugada tinha sido abandonado sem um adeus pelos companheiros de poucas falas da noite anterior , mas estava habituado a gente de poucas palavras,afinal também o seu pai era um homem de poucas palavras ,confiava mais em pessoas que falassem pouco.
Tivera um vez um amigo de viagem que lhe disse ser vendedor de palavras,como saudade por exemplo.
Talvez ele ainda não tivesse vendido palavras por estes lados,quando o visse dirá-lhe-ia,pensou Jo.
A senda revelou-se íngreme a partir daí,deixando para traz o deserto , encontrava-se no coração de florestas de cedros do libano e muitas árvores milenares que lhe ofereceram sombra durante as hora mais quentes do dia,as aldeias distavam varias horas se bem que não importasse , porque depois das dunas , sabia bem passear lentamente os olhos por tanta verdura.
Semi-deitado numa bicicleta atrelada a uma mini caravana veio ao encontro dele um ciclista pedalando muito lentamente devido ao peso,rosto e corpo magros como um cadáver, da bicicleta pendia uma concha , pelo que resolveu perguntar de onde vinha:
--sou zé do pedal mas mais conhecido por Andorinhão.
--Venho de Santiago
Respondeu uma voz timbrosa com sotaque do brazil.
pensou Jo como o mundo se tinha tornado pequeno ,o que faria por aqui um brasileiro de bicicleta vindo de Compostela.
--Vou para a cidade de Kashgar ,para lá , continuou dizendo e apontando na distancia.
--Escrevo enquanto pedalo disse apontando um mini gravador preso ao guiador ,tinha a vida toda para pedalar, tinha ido do Rio a new York de barco a pedal e tencionava atravessar o Brazil em cadeira de rodas. (www.zepedal.com.br)
Ofereceu-lhe da sua comida e beberam chá á entrada de um pequeno lugarejo , num casebre escuro com um nome sugestivo , "Taberna Vendaval,"
Pendiam nas paredes sujas quadros dos mendigos famosos do sítio , pintados por um artista da aldeia .
Separam-se com um abraço para se perderem de vista sob uma ponte de madeira á saída do grupo de casas ,perseguidos sempre por muitos cães.
Talvez estes cães ainda não soubessem que os primos constavam no menu em outras aldeias .
Não sabia Jo que, mais tarde, sem como nem porquê ,nem os cães ladrariam á sua passagem ,como se o ignorassem ,ou se tornasse invisível a eles .
Jorge Santos
(continua)

collage


obrigado por seres meu filho


Espanto Meu ,seja tua A Curiosidade
do perfeito e imperfeito e mais que perfeito mundo,da verdade nua e crua
do sentimento piedoso e impiedoso,de ser e sentir mais que tudo chorar e rir desalmadamente sem vergonha ou preconceito,amares mais a vida que a ti proprio,seres poeta e obra prima, poema ao mesmo tempo seres tudo a um so tempo e instante.
Ainda que não sejas perfeito por tudo fazeres ou tentares descobre em tudo o universo de coisas belas que eu ainda não sonhei.
obrigado por seres meu filho...

movimento


O som pequeno preenche o
vazio e alheio-me...
galopa vibra e golpeia constante
sempre em movimento
sou invisivel imitação
de simpes espaço...quadrado
...temporal mas indiferente
...Camuflado

homenagem


Simbólico peregrino
que ainda hoje deambulas por antigos caminhos
anunciando-te ao som da gaita-de-fole, pedindo guarida
e um pedaço de pão ,bendito sejas
benditos sejam os teus passos
sofridos,o teu suor e lágrimas...
feitos sons...

Christ lux

Ferido orgulho


sem causa nem resposta


exposto em lucida lagrima


mansa..mansa


sob a pele


lenta...lenta


avança...avança


ate desistir


por fim


e cair


na terra poeirenta


da ultima esperança


fica este meu


olhar oportunista


como teimoso


sonho de criança


Dejá vu



Morte


Não tenho Medo De morrer agora Porque A Vida Ou é paixão ou Não é Nada

Oración

"Apostol Santiago
elegido entre los primeros
tu fuiste el primero en beber
el cáliz del señor,
y eres el gran protector
de los peregrinos;
haznos fuertes en la fe
y alegres en la esperanza
en nuestro caminar de peregrinos"

la siesta








texturas






senda ancestral



O caminho da senda
de Santo Iago/Finisterra
O"Mirar el Sol nel mar "
tem-se instalado
pelos meus poros,
circula pelo meu sangue
como lepra benigna.
Sinto proximo
o momentum ansiado
de rodar pela lenda
passar por Atapuerca
quasi ancestral Homini
Manada ,Demanda
a rumar ao fim da Terra
Fim do mundo
Qui será...verá...
Mas certamente vou
esticar o corpo ao limite
do razoável
Coll Somport/Finisterra/Braga 1.300 km?
& 6 dias? no albornol
palavras como saudade/Shalom/Allá/
Hom/Mani muitas outras mais......
Ocio ?....... não

Natureza viva


Cosmologia megalítica em Las Hurdes



Ilhusões ....




Momentos Intimos...

Há momentos em que é preciso proteger-mo-nos de interrupções e de nos concentrar-mos.
Este é um desses momentos .
Busca as palavras que faltam e que não sabes pronunciar.
Sê Gentil e serás recompensado.
Sente quão frágil e diáfana é a razão e retira-te ate conseguires despertar.
A tua importancia ínfima compensará a ausência,
...E jamais serás interrompido na tua meditação...
Jorge santos

tradutor

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